A vida útil de uma luminária de LED para iluminação pública é normalmente medida pela métrica "L70" — o número de horas necessárias para que o fluxo luminoso diminua para 70% do seu valor inicial. Luminárias de LED de alta qualidade podem atingir uma vida útil L70 de 50.000 a 100.000 horas, dependendo da qualidade dos chips de LED, do driver de LED, do projeto de gerenciamento térmico e do ambiente operacional. Em uma cidade típica de porte médio, onde as luminárias funcionam por 11 horas todas as noites, 50.000 horas equivalem a aproximadamente 12,4 anos, enquanto 100.000 horas equivalem a cerca de 24,9 anos. Na prática, porém, o driver de LED geralmente tem uma vida útil menor do que os próprios chips de LED — normalmente variando de 30.000 a 50.000 horas (cerca de 8 a 12 anos).
Consequentemente, após 8 a 10 anos de operação, uma luminária de LED para iluminação pública pode ainda emitir luz, mas o driver pode ter falhado ou a intensidade luminosa pode ter se degradado significativamente, tornando necessária a substituição do driver ou de toda a luminária. Alguns produtos de alta qualidade utilizam capacitores de estado sólido de longa duração e arquiteturas de projeto redundantes, permitindo que o driver atinja uma vida útil de mais de 70.000 horas. Os principais fatores que afetam a vida útil incluem a temperatura de junção (reduzi-la em 10 °C pode dobrar a vida útil), a estabilidade da rede elétrica (picos de tensão podem danificar o driver), a corrosividade ambiental e a integridade das vedações à prova d'água.
Para prolongar a vida útil, é aconselhável selecionar marcas conceituadas tanto para os LEDs quanto para os drivers, manter os dissipadores de calor limpos, instalar dispositivos de proteção contra surtos e evitar o funcionamento das luzes em potência máxima por períodos prolongados em ambientes de alta temperatura (estratégias de dimerização inteligente podem ser empregadas para esse fim). Ao adquirir essas unidades, deve-se solicitar relatórios de projeção de vida útil com base nas normas LM-80 e TM-21, em vez de confiar apenas em alegações promocionais.